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Mãe de bicho X mãe de gente – parte III: Amor pelo animais desde cedo.
By: AMPARA Animal
mar 28, 2018
Por Marcele Becker – Vice-presidente AMPARA Animal

 

Já contei aqui um pouquinho sobre minha gestação, sobre o nascimento e primeiros momentos do Lipe em nossa vida! Mostrei o quanto sou apaixonada por animais e como “desenhei” um mundo repleto deles para o Lipe, mas mesmo assim, não somos donas das preferências dos outros né? Mãe até acha que pode escolher tudo para o filho, mas não, eles tem as vontades próprias e demonstram isso desde muito pequenos!!

E se meu filho for uma criança que puxa rabo de cachorro, gruda a mão no pelo, pega pelo pescoço??? Aiiii!!! Que medo sentia disso! Também tinha a possibilidade de ele nem ligar. Ficar focado em bolas, carrinhos, aviões e barquinhos, coisas de menino né? Ninguém acharia estranho!

Mas não! Ele veio tão especial e sensível, que desde muito cedo já começou a demonstrar um amor diferente com os bichinhos. Aos seis meses, junto com a palavra “mamãe”, falou “Lila”, nome da nossa cachorrinha mais velha e que era constantemente repetido pois a bixinha não parava um segundo!! Como ouvia muito, lógico que gravou seu nome e quis repetir!! E ele a amava de um jeito que me emociona só de pensar! Os dois brincavam de bolinha e ela sempre foi cuidadosa com a mãozinha delicada dele…era uma bullterrier, cheia de energia e com aquela boca de “tubarão” característica dos bulls…rs! Lila ainda será assunto de um post inteiro, especial para ela!

Mas meu filho é um grande tagarela, falante mesmo e os animais ajudaram muito nesse quesito, tenho certeza! Ele sentia necessidade de se comunicar com eles, e respondia os latidos com tentativas de palavras! Era um barato, me diverti muito nessa fase! Aos 11 meses vieram as outras palavras: PATO (repetia sem parar), Dedé e Si (nossos outros cachorros), e BOLA, pois era disso que eles brincavam todos juntos!

Uma dica para as mamães de cachorros e bebês, que sempre funcionou aqui em casa, é:  explique para a criança desde cedo a importância dos animais! O quanto são nossos amigos e que são muito sensíveis! Eu sempre falava para o Lipe que ele não podia puxar o pelo, que o au-au iria sofrer e chorar. Explicava que o carinho era feito de uma forma delicada, com a mãozinha aberta (aliás, essa frase “mãozinha aberta” seguida de um exemplo prático, com minha própria mão), o fez entender realmente como esse carinho devia ser feito!

Eu nunca conversei com o Lipe com voz de bebê, sempre foi de igual pra igual e acho que funcionou! Ele entende tudo desde muito cedo! E o mais legal é perceber que a língua é apenas um detalhe, quando existe uma troca muito maior, que é o amor verdadeiro. Essa sim, é a linguagem universal e só percebemos a real existência dela quando temos o prazer de conviver com o coração puro de uma criança e de um animal. Se os colocarmos juntos então, é explosão de amor!!

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Passeio da galera, sempre grudadinhos!

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“Mãozinha aberta”…é assim, mamãe?

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Dividir caminhas é bom demais!

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