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A importância do enriquecimento ambiental na rotina do cativeiro

Você já ouviu falar em enriquecimento ambiental?

A técnica consiste em propor estímulos ambientais que tornem a rotina do animal que vive em cativeiro mais saudável, divertida e desafiadora, desenvolvendo suas habilidades físicas e estimulando seus comportamentos naturais.

O ambiente de cativeiro influencia o comportamento dos animais, podendo causar sérios prejuízos à saúde dos indivíduos, que expressam apatia, estresse, além de não desenvolverem seus hábitos e padrões naturais.

Em seus habitats, os animais precisam caminhar por horas para encontrar água e comida, e têm o desafio da busca por alimento. Tudo isso se perde na rotina do cativeiro. Com a dinâmica do enriquecimento ambiental, são criados desafios de alimentação, manipulação e sensoriais, que estimulam o animal de forma positiva.

O trabalho é sempre acompanhado por especialistas e cuidadosamente analisado, para que se verifique, individualmente, seu sucesso.

Existem diferentes tipos de enriquecimento:

  1. Alimentar: Estimular a procura e caça de alimentos, evitando a previsibilidade na hora da refeição;
  2. Sensorial: Oferecer situações e recursos que aticem os cinco sentidos dos animais: visual, olfativo, sonoro, tátil e gustativo;
  3. Físico: Simular o habitat mais natural e adequado para cada espécie, usando objetos como esconderijos, obstáculos, lugares para subir, descer, esconder, pendurar, etc;
  4. Cognitivo: Estimular a capacidade de concentração, memória, coordenação motora e raciocínio por meio de “quebra-cabeças” que escondem alimentos;
  5. Social: Proporcionar a interação com animais da mesma ou de outras espécies, da mesma forma como acontece na natureza.

São diversos os métodos para avaliar o sucesso do enriquecimento ambiental. O mais importante é que os animais em cativeiro realizem comportamentos similares aos do repertório de sua espécie. Deve-se permitir aos animais realizar as atividades e interações de suas preferências (realizando testes de motivação). É possível quantificar o grau dos indicadores de bem-estar animal, verificando a incidência de comportamentos anormais (estereotipados), e a qualidade (evolução) de sua saúde.

Esses métodos, mesmo que bem aplicados, não garantem o bem-estar do animal. São medidas paliativas que minizam o prejuízo causado, já que o lugar do animal silvestre é na natureza.

 

Texto: Maíra Villamarin – Jornalista e Gerente de Comunicação da AMPARA Animal / AMPARA Silvestre.